Lista de Temas dos Egressos do MP-CECRE e do CECRE

TURMAS, EGRESSOS E TRABALHOS FINAIS DO CECRE E DO MP-CECRE 

 

Classificação por Turma

Segue, abaixo, os links com as Listas de Egressos e Trabalhos Finais das 12 turmas do CECRE oferecidas na Bahia (de 1981 a 2008) e das três turmas encerradas do MP-CECRE (A partir de 2010): 

 

Classficação por Procedência do Tema do Trabalho Final

Segue, abaixo, os links com as Listas dos Trabalhos Finais dos Egressos do CECRE e do MP-CECRE separados pela localização do objeto trabalhado. 

Temas Nacionais:

Temas Estrangeiros

 

ANÁLISE DA PRODUÇÃO DO CECRE E DO MP-CECRE

CECRE

Se considerarmos a produção do curso quando ainda era Lato Sensu, dos 264 projetos de intervenção em monumentos e áreas históricas de diversas regiões do Brasil, América Latina, África e Portugal, elaborados pelos alunos do CECRE durante as 12 edições do programa na Bahia (de 1981 a  2008) –, cerca de 45% foram executados, no todo ou em parte, 40% serviram de base para estudos e ações voltadas para a preservação do bem ou da área em que está situado, e apenas 15%, segundo os autores, ainda não foram objetos de desdobramentos.

O material relativo aos projetos elaborados pelos ex-alunos do CECRE (plantas, desenhos, levantamentos cadastrais, diagnósticos tecnológicos das patologias dos edifícios e áreas urbanas, textos de referência histórico-arquitetônica, fotografias e outros documentos iconográficos) encontra-se arquivado na Biblioteca do Centro de Estudos da Arquitetura na Bahia-CEAB, sede do curso, constituindo-se em um expressivo acervo que está à disposição das instituições públicas e particulares interessadas na restauração de monumentos ou na recuperação de áreas urbanas – e, também, daqueles que se dedicam ao estudo e à pesquisa.

Discorrendo especificamente sobre a atuação dos egressos no mercado de trabalho, conforme pesquisa realizada pouco antes da criação do MP-CECRE, entre os ex-alunos do curso de especialização que daria origem ao mestrado profissional, aproximadamente 49% dos egressos estavam ligados a instituições públicas governamentais vinculadas à proteção do patrimônio cultural – incluindo ex-alunos, arquitetos e engenheiros, formados pelo CECRE que foram aprovados em concursos do IPHAN – e 21 % estavam trabalhando em universidades diversas.

Podemos concluir que cerca de 70% desses especialistas atuavam diretamente como multiplicadores do conhecimento adquirido, seja como gestores de projetos e/ou obras de preservação de áreas e monumentos históricos, ou como implementadores de atividades didáticas e de pesquisas, transmitindo o seu saber a partir da sala de aula.

Para além disso, outro número bastante significativo de profissionais que se formaram no Curso de Especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Sítios Históricos (CECRE) atuavam diretamente na proteção do patrimônio edificado e urbano como técnicos de grandes escritórios de arquitetura e construtoras, ou como diretores de firmas particulares de projeto e de obras de conservação e restauração.

MP-CECRE

Em uma recente coleta de dados, foi possível constatar que esta realidade não foi alterada com a promoção do curso de especialização a mestrado profissional.

Falando da atuação profissional de forma quantitativa, nesta recente e extenuante pesquisa, foi possível constatar que dos 23 alunos que concluíram o curso até o ano de 2016, pelo menos 14 (61%) estão trabalhando em instituições públicas, com atividades atreladas ao ofício da arquitetura e urbanismo – seja como parte do quadro de funcionários, ou como contratados temporários. Destes, pelo menos 12 (mais de 50% do total de egressos) atuam em entidades ligadas diretamente à proteção do patrimônio cultural (principalmente no IPHAN e na UNESCO, mas também entidades estaduais, municipais, ligadas ao patrimônio de universidades, ou de fora do Brasil) – e mesmo os outros 2 egressos, que são funcionários públicos, arquitetos de instituições que não tratam da preservação do patrimônio, acabam lidando com questões vinculadas à conservação e restauração do patrimônio edificado e urbano nas suas locações (particularmente no que se refere aos imóveis pertencentes a estes órgãos públicos).

Por outro lado, nove ex-alunos do mestrado profissional (39%) são ou foram professores de uma ou mais universidades públicas ou privadas, ou professores substitutos (temporários) de universidades públicas – quase todos ministrando aulas na área de “Técnicas Retrospectivas”, a disciplina dos cursos de graduação em arquitetura e urbanismo que trata da temática da salvaguarda, conservação e restauração do patrimônio edificado e urbano de interesse cultural. Quando não são os responsáveis pela disciplina de patrimônio, são professores de “Projeto de Arquitetura e Urbanismo”, ou “História da Arquitetura e do Urbanismo”, temas plenamente afins aos interesses do MP-CECRE.

Três dos egressos estão fazendo doutorado na área de “Conservação e Restauro”, “História da Arquitetura Moderna” e “Urbanismo Moderno e Contemporâneo”.

Para além disso, pelo menos 12 dos 23 egressos (mais de 50%) atuam, ou como profissionais liberais, ou como contratados de empresas privadas, na elaboração de projetos de arquitetura e obras de conservação e restauração. Sete deles são sócios de escritórios de arquitetura ou engenharia que desenvolvem projetos em várias áreas, especialmente na salvaguarda do patrimônio edificado e urbano.

Nota-se que há sobreposição de funções para muitos egressos (atuação concomitante em instituições públicas, docência, profissionais liberais); mas o que importa dizer é que, apesar do pequeno número de titulados que o MP-CECRE ainda apresenta, todos possuem uma intensa atuação na área de formação do curso (por isso somos tão exigentes na seleção e na titulação); todos, sem exceção, atuam ou atuaram, em algum momento, no ofício da conservação ou restauração do patrimônio edificado e urbano. Alguns, inclusive, assumiram cargos de chefia junto aos órgãos de preservação em que trabalham – pelo menos três dos egressos.

Em outra direção, é preciso atestar que 6 dos 9 projetos de intervenção que afetam o patrimônio edificado, desenvolvidos pelos alunos para obter o grau de mestres profissionais na turma que concluiu o curso em outubro de 2011 (66,7%) – há cinco anos atrás –, tiveram ou estão tendo desdobramentos práticos em vista de sua execução. Da turma de 213 conseguimos detectar desdobramentos práticos em um dos seis trabalhos defendidos – mas ainda é muito pouco tempo de conclusão do curso para que os projetos tomem forma.

Finalmente, nos meses de novembro e dezembro de 2015, sete alunos da terceira turma do curso (que entraram em 2014) concluíram o mestrado profissional. No mês de março de 2016, tivemos outra defesa de trabalho final e aprovação.

Apesar da recente titulação, já é possível perceber o engajamento destes oito profissionais no ofício acadêmico e no exercício prático da conservação e restauração de edifícios e núcleos históricos de interesse cultural: profissionais que ingressaram em universidades públicas, receberam bolsas de pesquisas, estão cursando o doutorado, ou que estão diretamente engajados em trabalhos de salvaguarda, conservação e restauração do patrimônio arquitetônico e urbano – apesar de terem apenas um ano de titulação. 

Como conclusão, fica claro que mesmo nesta pequena amostragem relativa aos primeiros anos de adaptação do curso à nova realidade de mestrado profissional, revela-se que o objetivo de formar profissionais gabaritados na conservação e na restauração do patrimônio edificado e urbano está sendo plenamente cumprido.

Todos os trabalhos de egressos do MP-CECRE estão disponíveis para download nesse site no campo Trabalhos Finais (Dissertações).